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domingo, 3 de agosto de 2008

Série ‘Por toda a minha vida’ relembra grandes artistas em programas de qualidade

Música e memória andam juntas. É comum associarmos canções a acontecimentos da vida, que se tornam marcantes para sempre. A série Por toda a minha vida, da Globo, conta um pouco dos homens e mulheres que cantaram ou escreveram as trilhas sonoras do passado. Já foram exibidos programas a respeito de Dolores Duran, Tim Maia, Mamonas Assassinas, Leonardo – da dupla com o irmão Leandro –, Renato Russo, Nara Leão e, o último deles, Chacrinha.

O programa foi concebido como um especial, em cuja estréia homenageou Elis Regina, intérprete de Por toda a minha vida, de Tom e Vinicius, gravada no disco Elis & Tom, de 1974. E, já que o tom da série é evocativo, não custa lembrar que a música também deu nome a um LP dos anos 50 de Lenita Bruno e do maestro Leo Peracchi.

O programa, dirigido por Ricardo Waddington e com apresentação da atriz Fernanda Lima, adquiriu a forma de docudrama, na qual são reunidas imagens com os homenageados e de entrevistas com quem conviveu com eles, além de cenas com atores que buscam reconstituir acontecimentos marcantes na trajetória dos artistas. Destaque para a semelhança entre os dublês e os artistas, caso do especial de Tim Maia, entre outros acertos.

Mas não deixa de ser irônico rever Tim Maia na Globo, logo ele que se queixou durante anos a fio de que era boicotado pela emissora. No seu caso, em especial, ficou fora do ar muito daquilo que mais o caracterizou: o gênio transgressivo, tanto no comportamento pessoal quanto nas atitudes profissionais que fizeram dele muito mais do que um grande cantor. Tim comprou brigas feias com as gravadoras e os meios de comunicação para manter uma independência artística e existencial que sempre foi abafada pela exploração de seu temperamento impetuoso.

Nem tudo de uma vida cabe em uma hora de especial de tevê, que parece ter sempre à mão os lápis de cor da saudade. Como o programa é francamente laudatório, a natureza múltipla e contraditória de qualquer personalidade termina um tanto homogeneizada pela intensidade da luz sem matizes da televisão. Transpor para a pequena tela a geografia abissal de um Renato Russo ou o gênio superlativo – em muitos sentidos – de Elis Regina, por exemplo, não parece tarefa simples de resolver.

Nada disso, porém, invalida o apuro de Por toda a minha vida, um programa com ótimos temas, direção de arte esmerada e, claro, músicas de primeira qualidade. O episódio que tratou de Dolores Duran combinou fina produção com uma fotografia graciosa. Não deixa de ser engraçado imaginar o que a compositora acharia da linda Nanda Costa em seu papel.


Fonte: Correio da Bahia


Jefferson amo a Nana

1 Comentário:

Elza disse...

Olá td bom?

Bom, em meu blog tenho feito o básico...
Nada demais.
Já fui muito de correr atrás diariamente de novidades, coisas inéditas.
Trabalho muito e ñ tenho tempo pra tanto...

obrigada e parabéns pelo novo espaço

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